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Após a participação indígena, registra-se que em 1788 fazia
parte da Real Feitoria do Linho Cânhamo, instalada às margens do Rio dos
Sinos, com o objetivo de ocupar a área para a Coroa Portuguesa e produzir
cânhamo, matéria prima para a fabricação de cordame de navios e que Portugal
importava de outros países. Como o plano de ocupação não surtiu efeitos
desejados, em 1824, já no Brasil Imperial, Dom
Pedro distribuiu estas terras da Real Feitoria aos imigrantes
alemães que aportaram em São Leopoldo. O primeiro imigrante alemão que se
estabeleceu em Estância Velha foi Mathias Franzen, que derrubou o mato e fez
sua roça. Sendo sapateiro, já em 1830 exercia também o ofício aprendido na
Europa. A partir daí, seguiu-se à vinda de diversas famílias de imigrantes.
Ainda
no século dezenove, cria-se a base de desenvolvimento industrial do
município. Data de 1890, a tradição coureira de Estância Velha, a princípio
voltada a fabricação de selas e acessórios para montaria, mais tarde
dedicada ao curtimento de couros e peles e produção de calçados, principal
vocação da região. Com a evolução da indústria e a agricultura se mantendo
forte, Estância Velha foi elevada à sede do décimo distrito de São Leopoldo,
em 15 de janeiro de 1930. O movimento emancipacionista lutou durante nove
anos para que, em 08 de setembro de 1959, Estância Velha fosse emancipada.
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Festival
de Kerb, Carnaval, Festa de São Pedro, Encontro Interestadual de
Motociclismo, Feira da Indústria e Comércio, Semana de Emancipação do
Município, Natal para Todos, Festival de Coros, Semana da Juventude. |