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Apesar
de ser conhecida pela forte presença de imigrantes alemães e italianos, os
primeiros que chegaram em Gramado, em 1875, eram de origem lusa: José Manuel
Correa e Tristão de Oliveira. Apenas cinco anos mais tarde, está registrada
a chegada dos primeiros imigrantes alemães, João José Rath e Henrique Wasen,
que inclusive elaboraram um mapa da região.
Também
em 1880, a baronesa Joaquina Rita Bier e seu esposo Henrique Bier requereram
a propriedade onde hoje está localizado o bairro Planalto, cujo lago recebe
o nome da baronesa. Antes, porém, a história nos mostra que o município já
tinha sido habitado pelo desbravador Juca Lageano, de quem pouco se sabe.
Além
dos imigrantes, o local onde está localizada a cidade servia de passagem
para tropeiros que tocavam o gado pelos campos de cima da serra. Quando
chegavam à parte mais alta, os viajantes encontravam um pequeno campo de
grama macia e verde que servia de repouso e revigorava suas forças. Este
gramado, conforme uma das versões, foi responsável pelo batismo da cidade.
Outra
versão para o nome da cidade é a de que, quando se desejava ir a Serra
Grande, devia-se tomar extremo cuidado para não perder o momento de dobrar
para o lado esquerdo no meio do matagal. Assim, um quilômetro antes do
desvio, erguia-se um imenso carrapicho, perto do qual corria um riacho. A
grama que ali crescia era muito suculenta, verde escura e com folhas largas.
Na boca do povo este lugar era chamado de Gramado.
Em
1913, a sede distrital de Gramado transferiu-se para onde hoje está
localizada a Igreja Matriz, no centro da cidade. Nesta época, Gramado ainda
era o 5º distrito de Taquara do Mundo Novo. No ano de 1938, o então distrito
foi elevado à Vila e, em 1954, ao desmembrar-se de Taquara, é instalado
definitivamente o município de Gramado.
Ponto
de passagem para caixeiros viajantes e tropeiros, a cidade sempre
destacou-se pela hospitalidade de sua gente, desenvolvendo, assim, uma
natural vocação para o turismo. Fortemente influenciada pela presença alemã
e italiana, Gramado foi ganhando uma arquitetura original erguida pelos
próprios imigrantes europeus.
Ao
mesmo tempo em que preservou as características inseridas pelos lusos,
alemães e italianos, quer na culinária quer na arquitetura, a cidade acabou
misturando-se aos aspectos do gauchismo.
Fontes: Diário Manuscrito de
Eugênio Bier Neto e Dr. Enno Bier Lengler pesquisado por Gilberto Drecksler
e Iraci Qoppie. Livro Raízes de Gramado
organizado por Vera Lúcia Maciel Barroso e Marília Daros. Arquivo Histórico Municipal
João Leopoldo Lied.
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