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O delegado
Delmes Feiten responde pela DP de Dois Irmãos e pela delegacia da Scharlau.
Ontem
falávamos sobre o problema que o crack causa à sociedade. E entre vários
casos escabrosos devido ao uso do crack, o delegado contou um que merece
destaque. É o seguinte:
Um
trabalhador da Scharlau estava indo ao serviço, de manhã cedo, em sua
bicicleta. Lá pelas tantas, veio um sujeito correndo, com cara de “meio
louco” (de crack) e o empurrou da bicicleta. Esse fulano o assaltou e levou
a bicicleta. Esse assaltante ia fugindo com a bicicleta da vítima, mas 30
metros à frente encontrou outro assaltante, também enlouquecido pela droga.
Este
segundo assaltante vinha fazendo vários assaltos em série, um após o outro,
e estava igualmente numa bicicleta recém-roubada. Ao ver o sujeito, esse
segundo assaltante se atirou em cima dele, entraram em luta corporal, o
segundo venceu o primeiro e então o assaltou também. Aproveitou, então, para
trocar a bicicleta, pois a que ele tinha roubado antes era mais velha. E
saiu levando a bicicleta do primeiro assaltado, que estava ali pertinho,
vendo tudo.
O
trabalhador que foi assaltado viu, em menos de 1 minuto, sua bicicleta ser
furtada duas vezes e sair levada pelo segundo assaltante. Vendo, então, que
esse segundo assaltante deixara ali a bicicleta na qual chegara, e já
estando atrasado, o trabalhador resolveu pegar a bicicleta que o segundo
assaltante deixou e ir com ela para o serviço. Pegou a bicicleta e saiu em
direção ao trabalho.
Ocorre que
o dono dessa bicicleta, que fora assaltado poucos minutos atrás também,
reuniu vários amigos dele e saiu atrás do assaltante, para recuperar sua
bicicleta. E adivinhe só quem ele encontrou com a bicicleta? Isso mesmo, o
trabalhador.
E adivinhe
só o que ele e os amigos fizeram ao trabalhador que, estando com a
bicicleta, foi tido como assaltante? Isso mesmo: demoliram o trabalhador a
paulada. Quase mataram o cara de tanto soco e pontapé.
O delegado
Delmes tem 30 anos de polícia e nunca viu algo tão sério (e de certa forma
tão engraçado e trágico). E tudo, segundo ele, por conta do crack, a droga
que está destruindo parte da nossa juventude.
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