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Recentemente frente aos
fatos do país, estado e município, muitos têm me questionado quanto às
opções políticas, partidárias, até pessoais. É a crise no julgamento do
esquema mensalão, é a questão da arrumação da casa, no governo Yeda,
sentir-se ou não contemplados pelo orçamento participativo aqui na cidade.
Ora, eu Angela, com quatro
anos e quatro meses de Yeda e Lula pela frente, e com um ano e quatro meses
de governo Vanazzi, ouso abrir minha boca, um pouco calada publicamente para
algumas reflexões.
Aprendi na política
arduamente, que não importa o partido, há coisas que precisamos fazer como
cidadãos que somos, quando construímos. O governo do estado teve mais
mobilidade quando Yeda e Tarso conversaram sobre segurança publica para
todos nós. Adianta nestas horas quebrar o pau por ser PT/PSDB? Claro que
não. Tem uma coisa maior que se chama povo, e não tem ambição política que
derrube isto. Mesmo que este povo vá votar neste ou naquele. Mas as pessoas
serão responsáveis pelo que vem por aí...
Aprendi também que para se
ter posição na política, necessariamente não preciso estar de plantão
fazendo oposição... aquele velho chavão “se hay governo soy contra”, deixo
para os românticos de Che, porque se há governo, eu, tu, todos nós tivemos
participação para isso. Se Lula está eleito é por que 60 e poucos por cento
neste país o elegeram. Se Yeda está eleita é por quase 50 por cento
acreditou nela e se Vanazzi governa nossa cidade é porque outros por cento
da maioria o elegeram... Eles não se auto-elegeram, nós os escolhemos. A
maioria vence, lembram?
Portanto, como irei boicotar
um projeto de lei a ser votado, que atinge a toda a gente, porque não foi o
meu partido que é o autor da lei, e a mesma beneficia a todos, inclusive eu
e tu, hem? Aí você que está aí do outro lado irá dizer “ah, as alianças, os
conchavos, as propinas, os benefícios que cada um irá ter por votar a favor
ou contra”. Ora, voltamos a temática da maioria...Será que tudo o que é
feito no país é para ferrar o povo? Tu acreditas nisto? Quando Dom Pedro foi
lá no riacho e gritou Independência ou Morte, para ele foi um rolo, enquanto
filho da família real e vindo de Portugal, mas ele ouviu um clamor de certos
alguéns, ou seria porque ele estava de paciência esgotada da galera que o
domava, digo, governava? Uma maioria estava atrás do seu grito, no meio
daqueles cavalos, por baixo da água do riacho.
Por isso, antes de julgar
este ou aquele partido tem que se ter na mente uma idéia básica: partido já
é p-a-r-t-i-d-o. Senão seria inteiro, certo? Partido/ inteiro... Ninguém
pensa igual, mesmo atrás ou na frente da sigla.
Dói posicionar-se. Para
aquele(a) guri(a), dizer que é gremista ou colorado, mesmo depois de uma
derrota, há convicção... tem que haver também quando se opta
politicamente... Se sou partidária de alguma idéia, me respeite por ela. Não
me julgue... não sabes o que passo por defendê-la.
Enfim, em tempos de siglas
“não me perguntes onde fica o Alegrete, segue o rumo do teu próprio
coração”. Eu continuo sendo uma gaúcha, leopoldense não de berço, mas por
opções. E entre elas está a minha opção política em construir uma grande,
novíssima cidade.
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