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Por questão de economia
escrevi dois textos em um: sobre professores e crianças.
Tive duas gratas
experiências com professores nestes últimos dias: formação na área de
informática educativa e na área da música. Sou educadora nas duas áreas e
quem me conhece o quanto sou fascinada por elas.
Ao falar da Informática
Educativa com professoras da educação infantil, refletimos sobre a
tecnologia na primeira infância. Não sou contra trabalhar com computador nas
escolas com os pequenos. Sou contra não trabalhar e deixá-los “por conta”.
Afinal os primeiros contatos com os controles remotos da vida ou celulares
que tiram fotos são feitos s-o-z-i-n-h-o-s... Nós, mestres cibernéticos
devemos cada vez mais nos aproximar dos pequenos dedinhos sobre o teclado e
mouse. Precisamos discutir sobre a geração clicante. Que o clic seja para
continuar construindo bruxas e castelos e não só para destruir “el diablo”
do jogo. Nós entraremos no jogo. Nós mostraremos a diferença.
No outro encontro, trocamos
idéias sobre a música e os bebês. Relatei minha experiência musical dentro
de um berçário e apresentei um estudo sobre os estímulos sonoros sentidos
dentro da barriga da mãe. Afinal, no mundo externo aqueles sons se tornam
reconhecíveis, pois um dia o bebê já ouviu vozes, melodias, ritmos que lhe
soam familiares. Eles reagem emitindo seus sonzinhos.
Enfim, todos os papos
giravam em torno de um eixo: como transformar o mundo num lugar legal e
estimulante para as crianças se descobrirem e crescerem de forma mais
saudável e feliz. E isto depende demais das escolhas dos educadores. As
profes dos berçários embalam os bebês com cantigas, com melodias marcando o
espaço do soninho, como se fosse a porta do mundo dos sonhos mais coloridos.
Se não tiver a mãe para cantar, elas estarão por perto. Com suaves melodias.
As (os) profes que usam o
computador como ferramenta clicam com as crianças, pequenos portais para
entrar num mundo mais fantástico e possível. Afinal tem coisa mais preto e
branco e sem graça, do que um futuro adulto clicante?
Me desculpem meninas, mas
tenho que usar a expressão: “tem que ser muito macho (fêmea?)” para encarar
estas paradas. Foi-se o tempo que nas aulas do magistério, ou mesmo na
licenciatura em educação saíamos formatados para ensinar. A formação
continuada, as leituras de textos, as buscas na Internet nunca mais sairão
da nossa rotina. Nunca mais a escola será aquela que foi a nossa. Mas seja
com tecnologia, com música, com livros impressos ou hipertextos carregados
de links, nós professores, somos o nó da rede, a ponte que liga as margens,
os eternos pesquisadores em busca da eterna fórmula para a gurizada
continuar aprendendo. Viva as crianças! Elas são nossa fonte inspiradora na
tarefa escolhida. E viva os professores! Tenho esperança perpétua no meu
trabalho e no de meus colegas. Nossa teimosia é maior do que o sonho pela
educação justa e para todos.
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