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Meu último texto que foi
publicado tratava de uma das minhas paixões, o futebol... Pois bem, um
problema de saúde, tira qualquer um do sério e de campo...
Afastar-se das atividades
profissionais, sociais e políticas para mim representa ou férias, ou
demissão. Mas nas duas últimas semanas descobri que pode ser terapêutico ou
enlouquecedor.
Quando não se está bem “de
cabeça” ou corpo, como diz minha mãe, “não se sabe onde vamos colocar o
ovo...”
Como sempre fui tvmaníaca,
podem me perguntar toda a programação da televisão aberta, em todos os
turnos, e relatarei canais, horário e duração.
Perguntem-me todas as
versões possíveis e imagináveis do caso Isabela, que eu estarei afiada.
Perguntem-me sobre a final da Copa do Brasil, da Libertadores, do início do
Campeonato Brasileiro, dos resultados da série B, e do desempenho do Aimoré,
e eu também informarei.
Mas, há assuntos bem sérios,
como as CPIs que estão indo para o espaço, as medidas provisórias a serem
aprovadas, ou quantos novos vereadores poderão ser eleitos neste ano e eu te
responderei.
Há assuntos alentadores. As
campanhas deflagradas para as vítimas das enchentes, ou as diferentes
programações para a Semana do Meio-Ambiente.
Os e-mails que recebi
lembram o poeta Cazuza “a vida não pára, não pára não...” Mas eu fora de
campo, adotei um outro olhar observador e crítico.
O Dia do Desafio foi um
desafio para mim. Impossibilitada em fazer alguma atividade física, resolvi
encarar o mundo virtual e acessei o blog da atividade, e dediquei-me bem
mais que quinze minutos e encontrei uma São Leopoldo muito ativa e presente
nas diferentes atividades propostas pelo pela Diretoria de Esporte e Lazer,
Sesc e outras entidades. Quando percebi, meu cérebro já estava em plena
ginástica e até um pequeno alongamento consegui fazer.
Cheguei então a uma
conclusão. Não estar “em campo” não significa não continuar na competição. O
torcedor na arquibancada joga junto com o time, não é verdade? Como estive
todo este tempo como platéia, ouvinte, despi-me de velhos olhares e passei a
ver tudo a meu redor bem diferente. Ser participativo a distância é no
mínimo complicado. Enxergamos a política de forma crítica, o futebol como
manipulador de raivas e amores, problemas mundiais ou locais tão fáceis de
serem resolvidos. Entendi melhor porque o juiz e os jogadores são tão
xingados. Eles estão lá dentro, e nós nas arquibancadas ou na frente da TV.
Vemos o que eles não vêem.
Fiz um link com a questão
eleitoral. Dos 148.159 eleitores leopoldenses, quem está dentro de campo e
quem está fora? Quem ficará dentro e quem cairá fora? Quem entrará em campo?
Bem, por enquanto, estamos fora das quatro linhas de um campo. Mas, dentro
do campo dos 148 mil. E vai ser um jogão!!
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