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Em meio às notícias de deslizamentos,
afogamentos, vidas que se foram, na entrada do novo ano, damos uma respirada
e pensamos: será que não vai ser diferente, este ano novo com cara de velho?
Mas, como seria diferente se a natureza
resolveu dar um ultimato aos seus habitantes: ou vocês me respeitam, ou eu
não seguro mais essa barra?
Tenho o costume de dizer aos meus amigos e
conhecidos, que havia uma época que todos nós, da minha geração queríamos
salvar os peixes, os rios, o mar, o verde. Se aparecesse alguém com algum
cadastro para a entidade internacional Greenpeace, muitos ecologistas
tupiniquins de plantão, já estavam inclusive, protestando na rua carregando
cartazes e gritando frases de ordem, contra a depredação, contra o
desmatamento, a poluição.
De que adiantava gritar, protestar, até
contribuir com entidades internacionais se ao lado da gente há rios e verdes
comprometidos com a ação predadora do nosso familiar, do nosso vizinho, do
habitante da cidade em que vivemos e o pior: nós mesmos fazendo o mínimo
para obter o máximo da natureza.
Sempre digo também que os ecologistas são
os únicos radicais que respeito... Não tem como “poluir uma parte do rio, só
um pouquinho”, ou cortar uma árvore quase na raiz e dizer que “podou só um
pouquinho...”.Ou poluiu, sujou, acabou com a espécie, ou preservou. Ou
conservou a natureza longe do desmatamento ou desmatou de vez. Não existe
meio termo.
Mas, os esperançosos de plantão como eu,
não entregam os pontos. Somos aqueles que acreditam numa força interior
única que somada ao outro se torna numa grande força indestrutível coletiva
capaz de abraçar o globo terrestre, e acariciá-lo, preservando sua energia
infinita. Em 2010, no meu signo, por exemplo, fecha-se um ciclo de 12 anos,
e abre outro para novas oportunidades, novos desafios, mudanças para melhor.
Mesmo que no início do ano passado eu tenha pensado a mesma coisa, sempre
apostando que neste ano tudo vai ser diferente, otimista de plantão tem que
teimar e seguir em frente... somos responsáveis por este mundão de Deus.
Desejo aos internautas, aos leitores
eternos de papel, aos amigos e família que entendam que a atitude simples,
pequena, singela, é a que conta em tempos de crise, de desastres ecológicos,
de poucas opções. Eu não preciso estar a bordo do navio do Greenpeace para
botar a boca no mundo contra os poluidores. Mas eu tenho que preservar limpa
a via pública em frente a minha casa. Tenho que separar o lixo seco, tenho
que reaproveitar o reaproveitável, tenho que educar a geração que vem depois
de mim para continuar preservando o que eu preservei. Não posso me furtar do
meu papel, meu protagonismo, nesta aventura louca que é viver.
Que os filhos que nasceram e nascerão
sejam nosso motivo maior para construir em 2010 tudo que ainda falta, para
não nos acomodarmos que está tudo pronto e que eu já fiz o possível, e usei
a minha cota máxima de colaboração. Eu quero sempre mais. Não consigo ser
pouco! Quero um mundo mais que possível, para não chorar em frente à Tv,
durante o ano, com as pessoas que de uma hora para outra perderam tudo que
para elas parecia tão pouco. E ao perder viram o quanto era muito. E perder
as nossas coisas por causa dos outros é muito mais comprometedor do que
perder algo por conta e risco. A responsabilidade coletiva frente à
Natureza, é a mesma que devemos ter com nossos filhos, ao darmos o exemplo
sobre como agir, como ser justo, como amar e como bem viver.
Desejo um 2010 possível, igual e melhor do
que muitos anos todos juntos. Somos muito mais que um! Afinal, qual é a
herança que podemos deixar? Eu, por exemplo espero que ninguém imprima o que
está disponível aqui neste site... A tecnologia verde não imprime aquilo que
pode ser disponibilizado no computador...Meu texto pode ser lido por todos,
compartilhado, sem usar uma só folha de papel... Esse é um grande passo, com
uma atitude tão pequena...
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