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Mais um ano letivo que
começa. Essas férias que chegam ao fim para milhares de estudantes estão
marcadas por grandes desafios pedagógicos. Acolher a vida que se manifesta
em cada corredor, é um grande desafio para nós. A escola como grande espaço
de socialização possui tarefas intransferíveis.
Todos os que ingressam pelos
portões de cada local, chegam desejosos de que, esse novo período escolar,
seja norteado pela arte da convivência. O cuidado do ser humano em todos os
sentidos deve ser projeto escolar. O primeiro dia, por exemplo, é vital na
capacidade para sinalizar a escola que desejamos o ano inteiro.
Chegamos todos de férias
merecidas. Esse verão, porém, vem carregado de muitos apelos existenciais.
Ninguém contesta que os perímetros escolares devam ser um grande foco para
a pedagogia da pergunta. O domínio do conhecimento sólido é missão de toda
comunidade educativa. Nas favelas e nas cidades é precioso oferecer
ferramentas para a compreensão de cada um dos componentes curriculares. A
arte da leitura deve vir acompanhada da sede da aplicação daquilo que
ensinamos. Cada professor tem um papel intransferível nessa história. Assim
como aprendemos a resolver problemas matemáticos, devemos perceber a
estética da vida que chega através das Artes. Que seria de uma escola sem
seus professores de Educação Física?
Olhar com a devida seriedade
para quem cuida os pátios e quem recebe na portaria, verdadeiros cartões de
visitas de nossas instituições. Perceber a criança que chega pela primeira
vez como o diamante precioso a nós confiados. Para elas, é o primeiro dia
real. Não dá para esquecer esse momento.
Esse ano letivo vem
carregado de marcas profundas dessas férias. Vidas perdidas em todos os
cantos. Muitos jovens que deveriam estar abraçando professores e amigos,
falando de sonhos e utopias, já não estão mais. A escola deve ser esse
espaço que fomenta a fome de sentido de vida. Esses jovens não conhecerão o
sabor da vida que continua. Projetos abortados por um trânsito que aniquila
famílias e que empobrece uma comunidade escolar do sadio contato marcado
pela inquietude da juventude.
Quero convidar cada escola,
pobre ou rica em tecnologias, a ser um local de ressonâncias humanas.
Nossos projetos escolares não podem apenas estar centrados no conteúdo
livresco. Temáticas urgentes como sexualidade, drogas, bullying e educação
para o trânsito não podem se consolidar conteúdos ocasionais de um ano
letivo ou projetos pontuais construídos ao longo do tempo. Eles precisam
estar inseridos em todas as disciplinas. O ar que se respira deve vir
contagiado desse verbo mágico de nosso agir educativo: cuidar.
Sonho com escolas que sejam
centro de valorização da vida. É nossa missão intransferível tornar cada dia
desse ano letivo num compromisso comunitário de respeito a esse dom precioso
que é nossa vida. (E não apenas porque isso é tema de uma Campanha da
Fraternidade que nos convida a escolher a vida).
Seja abençoado esse
encontro! A escola é o local do sagrado. A vida pede passagem. Sejamos
portadores da esperança de que é possível fazer melhor, tudo o que fizemos
antes
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