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Quatro palavras fortes
presentes no Seminário acontecido na Unisinos e promovido pela ONG
Diganaoaobullying. Encontro que fortaleceu projetos que promovam a vida da
juventude como resposta a uma vida sem significado.
O bullying como expressão de
uma parte velada da violência, está em todos os lugares. A juventude por ser
a pele mais sensível da sociedade, recebe essa carga de uma cultura que
banaliza a vida. A pedagogia do cuidado e intervenções afetivas, ativas e
efetivas ajudam na formação de um ser humano melhor.
É preciso tecer um novo
olhar sobre a juventude. Há uma moratória social que está a exigir de todas
as instituições, um claro compromisso com essa etapa de vida formadora de
conceitos centrais como ética e cidadania. O Seminário foi nos envolvendo o
dia todo. Mostrou a necessidade urgente que temos de estudar o Fenômeno
Juvenil em todas as suas manifestações. Buscar entender as causas da
violência entre os jovens, identificando as práticas do bullying construídas
sobre todo tipo de preconceito.
Instaurar a justiça como
cura é a resposta. Uma escola que constrói com sua comunidade educativa
normas de convivência, tem maior legitimidade em falar de respeito às
diferenças, do que aquela cujas regras nascem de gabinetes. Todos os jovens
precisam de limites. Agradecem quando são capazes de perceber afeto no
exercício da autoridade.
Enganoso pensar que os
jovens não são capazes de fazer discernimento sobre aquilo que fazem. A
escola precisa se capacitar para essa nova realidade. A violência é tema
transversal, tanto quanto as ferramentas de educação para a paz. Os cenários
de quem são os agressores e as vítimas são observáveis. Imaginemos situações
recorrentes de gordura, sexualidade, magreza, defeitos físicos, um quadro
presente em todos lugares, independente da região social onde a escola se
localize. Nesse ambiente há alguém que agride incensado por seus pares.
Vitimizados silenciosos com medo de assumirem suas dores. Isso é cruel.
Sobra, a grande massa, aqueles que testemunham e que se calam. São os
indiferentes a dor do outro. Nada que não vejamos todos os dias pelos
cantos de nossas cidades. A escola escancara esse câncer.
Um dos efeitos mais notórios
do bullying é a evasão escolar. Sinais como gravidez na adolescência,
violência física trazida de casa, tortura psíquica pela não aceitação do
jeito como esse jovem é, contribuem para jogar nas ruas jovens que usam a
linguagem da violência como um grito de socorro.
Bendito sábado inquietante.
Se acharmos que crianças e jovens não possuem futuro, que futuro elas terão
? A resposta dessa pergunta está em nossas mãos.
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