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É preciso falar esperança.
Alimentar esse ser humano especial que existe dentro de nós. Perceber
quantas pessoas profundamente generosas cruzam em nossa história de vida
todos os momentos.
É preciso perceber a
realidade que nos cerca e encontrar maneiras de contribuir para sua
transformação. Fazer mutirões de solidariedade em nossas
comunidades..Organizar campanhas que conscientizem a todos nós da
responsabilidade pessoal e comunitária que temos para com nossa cidade.
Precisamos de utopias que
alimentem nosso imaginário e nos permitam dar vida a mágica de perseguir
sonhos, condição para que nos sintamos vivos. Sim, a água viva ainda está na
fonte. Bebamos desse manancial chamado humanidade, o reverso da cultura da
barbárie e de uma vida banalizada.
Há dois mil anos esse
Menino chamado Jesus continua a inquietar e a exigir de todos nós a
superação da coisificação humana e a constituição plena de nossa humanidade.
Comercializamos a vida e esquecemos da essência desse tempo. Natal não é uma
mercadoria. É acolher a vida que brota naquela gruta, fonte de esperança.
É da Gruta de Belém que
surgem os segredos da felicidade humana. Lá reinam a simplicidade, a
generosidade e o amor gratuito. Ali nasceu um Projeto de Vida com causa e
consequência. Jesus nasce e cresce em idade, sabedoria e graça. Dizendo em
outras palavras, esse Menino nasce e descobre que há uma sutil diferença
entre aquilo que é essencial e acessório.
Naquele primeiro Natal não
houve lugar para o consumismo desenfreado vendido de todas as formas em
todos os lugares.
Naquela gruta, a
humanidade ali presente nas pessoas de Pastores e Reis Magos, era a síntese
da possibilidade de que toda a vida quando amada, aproxima todos de um mesmo
sentido. Faz entender que o ato de amar é fruto daquilo que fazemos quando
dizemos que amamos.
Então é Natal, tempo de
expressar afeto por alguém. Tempo de dizer as pessoas que elas são o
presente mais maravilhoso desse Natal. Hora para o exercício da
reconciliação. Momento para trocar abraços e deixar-se enternecer pela
mensagem de pureza que chega da Gruta de Belém. Escutemos as crianças e os
jovens sobre qual o presente que gostariam de ganhar. Ficaríamos surpresos
e maravilhados com suas respostas. Diriam, provavelmente, que sonham com uma
família equilibrada, uma escola dialógica e uma cidade cidadã.
Escutemos nossos idosos.
Diriam que são especiais, que sua maturidade pode contribuir para um mundo
com mais esperança. Pediriam mais respeito e valorização. Sonham com abraços
de filhos, netos, amigos e de uma comunidade engajada também na causa por
uma velhice amada em todos os sentidos.
Natal, hora do resgate do
nascimento do ser humano que sempre podemos ser. Melhores em tudo, melhores
no amor, construindo dias melhores .
Peçamos a esse Menino que
nos ajude a cultivar esse sonho e a construí-lo com paciência e persistência
nos lugares onde vivemos. Em cada lugar de nossa cidade existe uma Gruta de
Belém. Descubra sem medo. Ela está próxima do teu coração.
Sigamos a estrela sob o
signo da fé, da esperança e da caridade.
Que a correria do final do
ano não impeça de fazermos um gesto, por menor que seja, em direção ao
próximo. Celebrar a vida e abraçar as muitas formas que possuímos para
tornar esse momento sublime do Natal, num espaço onde possamos ver o brilho
no olhar de quem recebe nossa atitude natalina. É da gruta de Belém que
chega esse desafio.
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