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As férias, como tudo na vida, já se foram. Algumas pessoas
curtiram a praia, outras se divertiram na serra, e outras ainda viajaram
para o interior. Além de quebrar a rotina diária do trabalho, as pessoas
buscaram tempo para descansar, conviver com familiares, encontrar-se com
amigos e amigas, recuperar forças e viver momentos de tranquilidade.
Sem medo de errar, podemos afirmar que muitas pessoas
estiveram em contato com a natureza em suas férias. Andar de pés descalços
na grama, na areia ou até numa estradinha de chão batido pode ser uma boa
terapia para descarregar as energias. Para muitas pessoas, estar em contato
com a natureza é beber de uma fonte de revitalização, de reposição de
energias, de reabastecer-se de sentidos e valores que muito facilmente se
desgastam nas diferentes atividades profissionais de cada pessoa.
Em seu livro “Forças da fonte interior”, o monge beneditino
Anselm Grün reconhece que “na natureza podemos ser do modo que somos. Não
precisamos provar nenhum desempenho e não somos julgados. Somos acolhidos.
Fazemos parte da criação”. Essa sensação e esse sentimento apenas são
vivenciados por quem nutre admiração e respeito pela grandiosa dádiva que
Deus, o Senhor da humanidade, presenteou às suas criaturas. Quem admira o
vento, as ondas do mar, as flores silvestres, os diferentes animais que
circulam livremente pelos campos, planícies, florestas e rios entende esse
sentimento de pertença ao mundo criado por Deus.
Anselm Grün acredita que as “experiências que fazemos na
natureza durante as caminhadas, quando andamos de bicicleta ou estamos
deitados na grama são curativas, pois nos reaproximam de importantes
vivências de nossa infância”. Sim, quem não se lembra dos banhos de rio ou
da façanha de subir em árvores, ou ainda de correr atrás de uma vaca no
sítio de algum tio ou avô?
A natureza é um constante convite para beber renovadamente
da fonte da vida, da vida que é dádiva de Deus, da vida que todas as pessoas
curtem e desejam estender por muitos anos. Mesmo que as férias se foram,
vamos buscar contato com a natureza nos finais de semana. Vamos realizar
caminhadas, admirar o pôr-do-sol ou as ondas do mar, buscando equilíbrio
para viver o cotidiano.
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