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Need cash? – Precisa de dinheiro? – A pergunta provocativa
estava num cartaz ao lado de uma máquina de autoatendimento no corredor de
acesso aos portões de embarque de um aeroporto. Need cash? – Precisa de
dinheiro? – A pergunta mexia com as pessoas que passavam por ali e provocava
impulsos consumistas, que, quem sabe, por falta de dinheiro, estavam
reprimidos. Afinal, quem não precisa de dinheiro? Afinal, quem não gostaria
de comprar perfumes, bebidas, roupas, joias, chocolates nas lojas isentas de
imposto nos aeroportos?
Mas se você parar para pensar, vai perceber que a pergunta
– Need cash? – Precisa de dinheiro? – é uma armadilha, uma provocação bem
pensada, uma “pegadinha” que confunde o que eu preciso realmente e o que me
é dito que eu preciso para viver, para ser feliz. Por trás dessa pergunta se
esconde o apelo para o consumo desenfreado, para o consumo impensado.
Afinal, ali está esperando uma máquina de autoatendimento
que aceita todos os cartões de crédito e em segundos coloca em suas mãos o
tão necessitado dinheiro para você gastar ali, nas lojas com suas vitrines
atraentes. Depois em casa, surgem os sentimentos de arrependimento, de
autocensura, mas a fatura está à sua frente, e você vai ter que dar um jeito
para pagá-la.
Por isso preste atenção às armadilhas e “pegadinhas” que
lhe aparecem nos caminhos da vida. Num primeiro momento, elas podem
causar-lhe sentimentos de realização e felicidade, mas depois vem o amargor
da conta a ser paga.
A pergunta motivadora dessa reflexão – Need cash? – Precisa
de dinheiro? – não é de toda perversa ou sedutora. Ela também nos leva a
pensar sobre o que precisamos para viver, para nos realizar, para nos sentir
bem e felizes.
Quando penso sobre o que precisamos para viver, vem à minha
mente o alerta do evangelista Mateus. Ele nos diz: “O Pai de vocês já sabe o
que vocês precisam” (Mateus 6.8). E nós sabemos?
A lista do que precisamos para viver é extensa, e nela o
dinheiro não está em primeiro lugar. Outras necessidades mais vitais estão
no topo dessa lista, como trabalho, respeito, direitos humanos, paz, saúde,
bom governo, bons vizinhos, bons amigos... é disso que precisamos e muito
mais!
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