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Existem quatro coisas que não se recuperam:
a pedra... depois de atirada!
a palavra... depois de proferida!
a ocasião... depois de perdida!
o tempo... depois de passado!
Quando a pedra arremessada atingiu um amigo ou a vidraça da
casa do vizinho, não tem mais jeito. O estrago está feito. O prejuízo
causado. O arrependimento do gesto. Só restam uma esperança e uma nova
atitude. A esperança de que a ferida causada não seja grave ou de que a
vidraça não custe caro. A nova atitude é ir ao encontro do amigo e
prestar-lhe socorro e pedir perdão, mostrar nosso arrependimento. Ou
confessar ao vizinho a culpa da vidraça quebrada e prometer não mais atirar
pedra contra a sua casa.
Estamos dispostos a manifestar nosso arrependimento?
Quando proferimos palavras duras ou xingamentos verbais,
causamos danos e mágoas profundas em nossos amigos, em nossos familiares. O
estrago está feito. A mágoa está provocada. O arrependimento da fala. Só
restam uma esperança e uma nova palavra. A esperança de restabelecer o
diálogo fraterno e amigável. E a nova palavra carregada de bons propósitos
e bons sentimentos.
Estamos dispostos a promover o entendimento?
Quando a ocasião de ser solícito com um desconhecido ou de
ser solidário com os necessitados for perdida, não tem como reparar a
oportunidade perdida. Sobra a lamentação de não ter aproveitado a ocasião. O
arrependimento da omissão. Só restam uma esperança e uma decisão. A
esperança de que o desconhecido nos tenha perdoado, de que os necessitados
tenham recebido apoio e auxílio. E a decisão de estar disposto a colaborar
e ser solidário na hora em que for preciso.
Estamos dispostos a evitar a omissão?
Quando o tempo passou e a gente dá-se conta de que o
desperdiçou com bobagens, não há mais o que fazer. Não tem como voltar atrás
para corrigir as falhas, os erros. O arrependimento do tempo perdido. Só
restam uma esperança e um compromisso. A esperança de que nem tudo estava
errado no tempo passado. E agarrar-nos ao compromisso de não desperdiçar o
tempo presente e o tempo futuro.
Estamos dispostos a firmar esse compromisso?
Fiquemos atentos, pois, para as quatro coisas que não se
recuperam: a pedra... depois de atirada; a palavra... depois de proferida; a
ocasião... depois de perdida; e o tempo... depois de passado.
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