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Embora exista um filme com este nome e que fez muito sucesso
no passado, a temática de hoje está ancorada numa encantadora estória,
traduzida e adaptada pelo P. Claus Dreher do original publicado no caderno
Evangelische Kinderkirche, e cujo conteúdo dá o que pensar.
Um rei governava um grande país. Ele e seu povo poderiam ser
muito felizes, mas não eram. Eles conviviam com um uivar estranho! O que
poderia ser? Muitas vezes, eram gritos. Assim, acabou se espalhando muito
medo e insegurança.
- Precisamos fazer alguma coisa – dizia a rainha muito
preocupada. Precisamos proteger o nosso país, transformar as nossas cercas
em muros de aço e ferro e construir uma fortaleza. O rei ouviu a rainha e
acabou concordando; assim teriam mais segurança.
- Um momento – disse a filha -, eu não concordo com isso! Nós
não podemos viver num país cheio de muros e ferro. As nossas matas e árvores
não terão mais o mesmo brilho. O rei olhou desconfiado e balançou a cabeça.
A rainha deu a sugestão de chamar alguém corajoso, que fosse até a criatura.
O rei concordou e acrescentou: - Quem conseguir pode casar com minha filha.
Logo apareceram muitos candidatos, mas o ferreiro foi o
escolhido. Tinha espada grande, que fazia milagres. Então o rei disse: - Vá
e liberte o povo. Assim não precisamos mais ter medo.
O ferreiro caminhou muito até chegar ao gigante. Imaginem o
que o gigante fez? Ele quebrou a espada do ferreiro. O gigante então
perguntou: - Você quer acabar comigo? Vá embora e não volte mais!
O ferreiro voltou queixoso até o rei e disse: - Precisamos de
armas, porque ele é muito forte e grande.
Vieram, então, outros candidatos, mas nada resolveram. O rei
estava desanimado, as pessoas com mais medo ainda. - E agora, o que vou
fazer, disse o rei.
Um senhor se aproximou, de forma humilde e sábia, e disse: -
Vocês estão fazendo tudo errado! Sou artesão e trago em minhas mãos uma bola
de vidro, frágil, que precisa de cuidado. Quero dá-la de presente ao gigante
em seu nome, ó rei. Esta bola de vidro vai trazer paz e alegria.
Então o artesão foi até onde morava o gigante. Chegando lá, o
artesão disse: - Não tenha medo! Esta bola é presente do rei e quer nos
aproximar e trazer paz.
O gigante retrucou dizendo: - Paz? Até hoje o rei só tentou
tirar minha vida.
O artesão respondeu: - Sim, você tem razão. O meu rei tentou
contra a sua vida. Ele acreditava que você queria acabar com tudo e com
todos.
- Por que todos pensam que eu sou tão mau? – perguntou o
gigante.
O artesão respondeu: - Por causa dos seus uivos! E gigantes
metem medo nas pessoas!
O artesão estendeu a bola de vidro ao gigante: - Por favor,
pegue-a em sinal de nossa amizade.
O gigante sorriu. De forma sincera e cuidadosa, pegou a bola
de vidro e segurou nas mãos. Para ele, era a bola mais bela que já tinha
visto. O rosto dele brilhava, e ele começou a cantar como nunca se ouvira
antes. Foi possível ouvir seus cantos por todos os lados.
Enquanto isso, no castelo, a filha do rei anunciou que o
gigante estava chamando. Todos foram caminhando na direção daquele canto de
alegria e paz. Ela e o gigante se encontraram, ele colocou a bola de vidro
em suas mãos e disse: - Cuida dela, este é o sinal de nossa amizade e de
nosso encontro.
Então todos perceberam que o gigante não era o que haviam
pensado.
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