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Especialistas ocupam-se prospecção de tendências para ajudar as
instituições na leitura de cenários e os líderes a formular suas estratégias
em relação ao futuro. É tarefa perspicaz, que exige sensibilidade e
conhecimento da realidade global.
Na década de 90, convivemos com as megatendências, de John Naisbit,
que uma a uma foram se confirmando: 1. de uma sociedade industrial para uma
sociedade de informação; 2. da sociedade do poder para a sociedade de alta
tecnologia; 3. da economia local para economia mundial; 4. do curto para o
longo prazo; 5. da centralização para a descentralização; 6. da ajuda
institucional para a auto-ajuda; 7. da democracia representativa para a
democracia participativa; 8. da hierarquia para o network - redes de
contatos; 9. do Norte para o Sul; 10. deste ou daquele para as múltiplas
opções.
Agora, a JWT - uma das maiores empresas de comunicação e marketing
do mundo – lançou um documento que traz as 10 tendências da
sociedade de consumo para o próximo ano, com o alerta de que "as empresas
não apenas mudarão seus recursos para o Novo Mundo, mas olharão para esses
mercados a fim de encontrar produtos mais lucrativos e com preços menores,
que poderão substituir concorrentes nos mercados desenvolvidos”.
O documento ainda fala do efeito psicológico da escolha do Rio de
Janeiro como sede da Olimpíada: "Enquanto sambistas, frequentadores de praia
e fãs do esporte enlouquecidos comemoravam com bandeiras, no hemisfério
norte, habitantes de Chicago, estupefatos, sentiam a derrota. Todos sentiram
que os pólos da Terra estavam invertidos. O Brasil, e não os Estados Unidos,
estava no topo".
Mas vamos às 10 tendências: 1. busca
pela estabilidade - consumidores esperam para ver sinais mais fortes de
estabilidade para voltar a gastar; 2. leitura do rodapé do anúncio -
detalhes das embalagens e letras pequenas em anúncios serão mais notadas; 3.
transparência máxima - pessoas demandarão informações sobre
ingredientes, calorias, emissão de carbono por causa da produção e fontes
dos produtos; 4. o diabo verde veste embalagem - com o foco da
sociedade no custo ecológico de embalagens, as marcas irão mudar para
soluções recicladas, de reuso; 5. BIC - Brasil, Índia e China estão
emergindo mais rápido do que nunca, sob os pontos de vista econômico e
político; 6. fluxo da inovação - os produtos criados em mercados
emergentes estão invadindo o mundo desenvolvido, onde já são considerados
alternativas mais simples e baratas; 7. novas ferramentas para um mundo
mais idoso - proliferação de produtos e serviços para a terceira idade,
que quer viver de maneira independente pelo máximo de tempo possível; 8.
vida em tempo real - a Internet move a percepção do que é ser atual para
o "exatamente agora"; 9. importância do local - com tecnologia de
mapas e dispositivos móveis, a conversa das marcas deverá entender onde o
consumidor está, o que ele faz e o que ele pensa naquele momento; 10.
fluência do visual - o processo de mudança das palavras para as imagens
irá acelerar, e veremos novas maneiras de explicar e dar luz a assuntos
complexos.
É um bom assunto no início do ano para a gente se dar conta
de que não dá mais para ficar esperando o rumo as coisas que vão tomar. É
preciso se antenar e ajustar a freqüência, sob pena de perder o trem da
história.
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