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Somos eternos
aprendizes na vida, reinventamos cotidianamente nossa compreensão de mundo.
A escola por vezes, na sua forma de comunicar e promover o conhecimento, se
esquece (porque sabe) que ensinar e aprender faz parte do mesmo processo
entre pessoas diferentes, distintas, plurais, mas, igualmente aprendizes que
possuem conhecimentos distintos a compartilhar. Os ensinamentos de Paulo
Freire nos lembram que “ninguém sabe tanto que não tenha nada a aprender,
nem tão pouco que não tenha nada a ensinar”.
Esta é uma temática
interessante para este início de ano, quando as atividades educacionais
estão, de certa forma, em recesso, e o tempo de férias é propício para
mergulhar em temas mais amplos do que a atividade específica exige durante o
ano. E a temática que emerge é a de que nos tornamos eternos aprendizes,
diante da fantástica evolução e inovação permanente com que convivemos
diariamente. Vibro intensamente com esta realidade, porque já não permite
estacionarmos em certo estágio e nos desplugarmos das novidades, que desabam
sobre todos nós, independente da atividade que tivermos. Tornar-se inquieto
é natural, porque sinaliza a busca por nova realidade e gratifica pelo
sentimento de que estamos nos atualizando e não sendo ultrapassados e
ficando para trás.
No passado,
organizava-se a vida com a convicção de que teríamos aprendizagens
definitivas, conhecimentos que tinham validade para a vida toda. Agora, isto
é totalmente impossível, diariamente acordamos defasados, porque, enquanto
dormimos, o outro lado do planeta trabalhou duramente para ganhar a corrida
e vencer-nos naquilo que produzimos e fazemos. Não há mais a mínima condição
de garantia de vantagem competitiva por algum tempo, ela precisa ser
validada quase que diariamente, sob pena de sermos ultrapassados pelo
espírito da inovação.
Tudo isto é muito duro
para a educação, que lida, apesar de tudo, com valores permanentes, mas
também precisa antenar-se para o que rola mundo a fora, novas propostas de
currículos, novas fórmulas de aprendizagem, novos experimentos que
incorporam fórmulas de sucesso em outros países e ganham relevância e
prestígio na mídia.
Ninguém, com certeza,
aceitaria matricular o filho em escola superada, todos almejam educação
comprometida com a qualidade de aprendizagem e perfil inovador, que
contemple o interesse natural da criança, desafie o jovem à curiosidade e à
compreensão de que não pode limitar-se apenas com o programa desenvolvido
pelo professor, mas precisa lançar-se tenazmente em busca de novas
aprendizagens, até em outros países, através de intercâmbios, a fim de
acrescentar, no mínimo, mais um idioma ao currículo.
Viver este fantástico
mundo novo é encantador, porque remete ao fascínio da inovação, não se
conformando com coisas mal feitas, caindo na rotina cansativa, esperando o
tempo passar. Já não existe mais isto. Há que formar pessoas para superação
de si mesmas, criando formas diferentes de fazer, testando novas fórmulas,
enfim, não podemos conformar-nos com o que rola na rotina diária, sob pena
de embarcarmos no último vagão, lamentando a oportunidade perdida, porque os
ousados e inovadores estavam na plataforma, preparados, esperando o trem do
futuro chegar.
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