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Com o início do ano letivo e o retorno dos alunos às salas
de aula, as escolas recuperam a vida intensa e plenitude com o burburinho de
crianças, jovens e adultos, com o charme que lhe conferem os diferentes
públicos, todos em busca de novos saberes e capacitação para os desafios do
mundo atual.
Não deixa de ser um momento mágico o início das aulas!
Todos aqueles que iniciam a vida escolar fazem-no com algum grau de emoção e
inquietação, com longo preparo para o ritual do primeiro dia, quando não
poucas vezes toda a família acompanha a criança para dar-lhe o amparo
emocional e segurança
a fim de que assimile com
naturalidade o convívio com novos amigos.
Acompanho este processo desde 1952, quando pela primeira
vez fui à escola, sozinho, caminhando três quilômetros, com único material
na mochila: a lousa. Mais de meio século nos separa daquele momento para
o de
hoje, mas a magia é a mesma: a emoção do novo, a escola sempre espaço
de mediação de plurais, onde cada um precisa de espaço para construir e
consolidar sua identidade.
Eu nunca mais saí da escola! Passou a ser minha casa, meu
espaço de sonho, de paixão, de vida. Aliás, quem está na escola não pode
deixar de sentir paixão pelo que faz, ternura pelo ser humano, emoção ao
receber o abraço (quando não amasso) de uma criança. A minha “profe” é a
mais autêntica e universal referência de amor, que acompanha vida a fora.
Poderia trazer aqui diversos textos de pensadores famosos,
mas acho que a frase do escritor italiano Paolo Montegazza ilumina a
verdadeira dimensão educacional: “O futuro é sempre belo, porque se viaja na
barquinha da esperança, cujas velas são dilatadas por aquela brisa
inebriante, que é a fantasia”.
Educação é projeto de futuro e, por isso, é tão fascinante.
A gente trata de conteúdos que lá-sei-eu quando e como vai usar, a gente
apenas sabe que é importante. A minha lousa do milênio passado
transfigurou-se para o hoje palmtop, com conexões virtuais para os mundos
que repousam lá no velho atlas, mas foram importantes para poder acessar aos
conteúdos que continuam nos continentes que aprendemos no milênio passado.
Nem tudo se tornou obsoleto, o acesso é que ficou diferente. Diante disso,
quero me incorporar à emoção de quem chega pela primeira vez ou de todos que
retornam, porque a emoção do embarque é demais. Nada de rotina enfadonha, é
adrenalina pura, é paixão que dá insônia. Estou viajando? Estou, não, estou
é enlouquecidamente apaixonado, por poder voltar à sala de aula, onde quero
ser mais um dos aprendizes da vida. Vai fundo, com emoção!
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