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Em nossa viagem à Salvador,
durante a 26 Conferência Interamericana de Contabilidade que se realizou no
período de 23 a 26 de outubro de 2005, tivemos a oportunidade de assistir a
alguns trabalhos lá apresentados e no que se refere à Educação, assistimos à
palestra intitulada “Abordagem Reflexiva do Ensino Contábil com
Responsabilidade Social e Ética”, de autoria do contador gaúcho Nicolau
Schwez, de quem tivemos a honra de te-lo como colega na Unisinos, durante
sua graduação.
O contador Nicolau defende a
idéia de que o ensino contábil vai muito mal. Ele enfoca os diversos erros
que se cometem nas mais variadas faculdades e universidades de ciências
contábeis que atualmente proliferam em nosso país. Este fenômeno, associado
a baixa qualificação dos professores, bem como da pequena participação dos
alunos, proporciona um quadro de muitas dificuldades, tornando o ensino, no
Brasil particularmente, muito depreciado.
No trabalho que apresentou,
que foi distinguido com o premio de 2o melhor trabalho nacional
de toda a Conferência, o que muito nos envaideceu e alegrou, o colega
enfatiza a importância da mudança necessária e urgente que deve acontecer, a
começar pelos professores. O professor Schwez defende que a educação deve
ser mais reativa do que expositiva. Apresenta os fundamentos do aprendizado
reativo ao dizer “todo aprendizado integra pensamento e ação. No aprendizado
reativo, o pensamento é governado por modelos mentais estabelecidos e a ação
é regida por hábitos.”
Chama a
atenção sobre os Níveis do Conhecimento Humano:
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São níveis de
consciência |
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Nível 1 |
Nível 2 |
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Conhecimentos que eu
sei que tenho |
Conhecimentos que eu
sei que não tenho |
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“ferramentas de
subsitência” |
“o sensato não os
utiliza” |
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São níveis de
inconsciência |
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Nível 3 |
Nível 4 |
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Conhecimentos que eu
não sei que tenho |
Conhecimentos que eu
não sei que não tenho |
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“eclodem em situações
inusitadas” |
“onde nascem os
erros” |
O professor precisa
desenvolver as atividades de tal modo a melhorar os conhecimentos do nível
1, desenvolver os conhecimentos de nível 2, despertar os níveis de
inconsciência e evitar que os de nível 4 aflorem.
Assim sendo fica lançado o
desafio aos educadores para que se busquem formar melhores bacharéis em
ciências contábeis melhorando sempre a formação ética e humana dos novos
profissionais.
Este trabalho por certo
provocará o debate e a reflexão.
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