HOME A EMPRESA ANUNCIE FALE CONOSCO PARCERIAS

PRINCIPAL

   Brasil
   Colunistas
   Economia
   Educação
   Esporte
   Política
   Rio Grande do Sul
 

VARIEDADES

   Agenda
   Beleza & Saúde
   Canal Mix
   Carros
   Crianças
   Curiosidades
   Festas
   Horóscopo
   Música
   Radicci
 

SULMIX

   A empresa
   Anuncie
   Fale conosco
   Parcerias

Paulo Schnorr

Contador

Qual é o Brasil em que vivemos?

 

Leio que a Receita Federal está fazendo uma devassa na contabilidade e nas declarações de renda de um partido político que andou fazendo recebimentos e pagamentos “não contabilizados”. Leio que o partido pediu desculpas por depositar 1 milhão de reais na conta da empresa do vice-presidente da República sem que o tal depósito tivesse sido contabilizado. Leio que os recursos do Valerioduto parecem não ter fim, pois a todo momento aparecem mais “beneficiários” do esquema. A todas essas, pergunto: “Onde está a contabilidade?” “Como pode o contador do partido assinar a Declaração de Rendimentos, o Balanço Patrimonial e as demais peças contábeis?”Será que teremos de aceitar estas barbaridades sem uma satisfação por parte de nossas autoridades?”  Não podemos aceitar mais estas falsidades, este escárnio com a nossa cidadania. Entendo que os gestores públicos, oriundos dos partidos políticos que os colocaram na condição de administradores, devem saber que o povo nunca esteve tão atento, tão ciente de seus direitos, bem como que nas próximas eleições haverá a resposta nas urnas. Acho até que os órgãos de fiscalização como, por exemplo, a Receita Federal estão agindo de maneira muito acertada, sem se importar se os desmandos estão sendo praticados por aqueles que ocupam altos cargos do executivo ou do judiciário ou do legislativo. A lei foi feita para todos e a punição aos infratores deve ser exemplar justamente para aqueles que estão no comando. Desta forma nos anima saber que existe uma transparência na divulgação destes procedimentos fiscalizatórios, assim como os havidos por ocasião das averiguações das empresas Schincariol e Daslu. Creio que a sociedade precisa saber o que está ocorrendo, que se houve sonegação, “caixa 2”, ou outras manobras o imposto sonegado ou o proveito indevido obtido devam ser devolvidos a quem de direito: a própria sociedade. Acompanhando os desdobramentos dos fatos,  saberemos o que será feito com os maus políticos, com os maus empresários, assim como teremos um melhor juízo de valor dos nossos próximos escolhidos. Queremos que a sociedade diga que não suporta mais estas coisas e quer sempre a clareza e a transparência, com uma contabilidade correta e bem feita.

 

Por outro lado, estamos muito preocupados com um outro aspecto da nossa pátria, ao nos deparar com a sonegação, a pirataria, a economia subterrânea, com a burocracia sem fim, com a corrupção que corrompe o tecido social, ao permitir a existência de contrabando, de descaminhos como as drogas sob os olhos complacentes de nossas autoridades. Não compartilhamos com a idéia de que o trabalho do informal é um problema social, que se houver a interferência do poder público o “pobre do trabalhador” vai ficar sem o pão de cada dia, que devemos entender que este dinheiro mais cedo ou mais tarde vai ingressar no mercado formal, etc, etc..... Ao sermos complacentes com isso, estamos passando a mão por cima da sonegação, da corrupção, do descaminho, do subterrâneo e do jeitinho tão condenável. A pirataria só beneficia e aumenta estas mazelas, por isso é necessário que o povo que consome tais produtos saiba disso, bem como não compactue com a mesma, não concorde com as mesmas e tenha consciência de que se todos pagarem impostos a carga tributária será muito menor. O fenômeno da fúria arrecadatória certamente diminuirá se mais pessoas passarem à condição de contribuinte.

 

Neste sentido lemos também que a arrecadação de tributos bateu mais uma vez todos os recordes, enquanto o PIB Produto Interno Bruto não pára de diminuir. É visível a preocupação do fisco em anunciar com constrangimento este “feito”, pois isto evidencia a prática errada da política fiscal. Aliás, por causa disso é que estão surgindo as chamadas MPs do Bem, em âmbito nacional e até estadual. Então se o Estado pode abrir mão de recursos, via renúncia fiscal, isto é um sinal de que eles começam a reconhecer que havia excessos na arrecadação, assim como se existe a MP do Bem é porque todas as anteriores eram “do Mal”.

 

Este é o Brasil  em que vivemos, os contrastes que encontramos, as mazelas que testemunhamos, este é o país das “Daslu” ou das “Daspu”? Este é o país da classe média sacrificada e achatada, ou o país da classe pobre cada vez mais pobre, sem assistência social, sem saúde pública, sem garantia de segurança ou o país da Varig que é vendida pelo valor de menos do que uma aeronave sucateada? Este é o Brasil dos que riem do povo e esquecem das promessas de campanha e ainda querem se reeleger ou dos defensores intransigentes da legalidade, do cumprimento de todas as normas éticas e morais? Este é o país dos índios que perambulam pelas ruas ou dos “sem terra” que tem casa, carro e cargo e verba do governo?

 

 E-MAIL DO COLUNISTA: schnorr.cont@terra.com.br

 CLIC AQUI e veja outras colunas

  PAINEL

SulMix - Paulo Schnorr... Bacharel em Ciências Contábeis pela Unisinos... Vice Presidente e Coordenador da Câmara de Controle Interno do CRC...

-------------------------------------

  VEJA TAMBÉM

  Alan Caldas

  Angela Dillenburg

  Carlos Barcellos

  Moacyr Scliar

  Osvino Toillier

  Paulo Coelho

  Paulo Heuser

  Paulo Shnorr

  Pitter Ellwanger

  Rodrigo Ramazzini

  Ruy Jobim Neto

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
     

Principal - A Empresa - Anuncie - Fale Conosco - Parcerias

Este WebSite é melhor visualizado com a resolução 800 X 600 pixels

 

Portal SulMix

Comunicação & Marketing Ltda

Todos os direitos reservados