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A vitória sobre o Juventude deixou o Grêmio com 20 pontos,
apenas três acima da zona de rebaixamento. Isso significa que, se o
resultado de sábado fosse uma derrota, por exemplo, o Grêmio até nem estaria
entre os quatro últimos, mas com a mesma pontuação do primeiro entre os
rebaixados - hoje, o Botafogo, com 17 pontos. Mas o Grêmio ganhou de apenas
1 a 0, jogando no Estádio Olímpico.
Bom, não é preciso dizer que jogando fora de casa as
dificuldades seriam ainda maiores, e as chances de vitória, por
conseqüência, menores. Dentro deste contexto, dá para se ter uma idéia bem
racional da bobagem cometida por alguns ditos “torcedores”. A punição de
oito jogos longe do Olímpico e com portões fechados, impostos pelo STJD, é
exagerada. No entanto, analisando sob outra ótica, é proporcional à
imbecilidade que se viu no Beira Rio no último dia 30. Injusto é o fato da
grande maioria dos torcedores gremistas, que são pessoas de bem, serem
privados de apoiar seu time do coração em campo. E os sócios, como ficam?
Serão ressarcidos pela banda podre da torcida que protagonizou aquele
fiasco? Os marginais serão punidos?
A indignação é completa! Nada justifica o que aconteceu. Não
interessa se houve provocação da outra parte - até porque, o troco vem a
cavalo. O fato é que o grande prejuízo foi do Grêmio. Mais do que um déficit
de 3 milhões de reais aos cofres do clube, como está sendo estimado pela
direção, é a tortura de novamente ter de brigar para não cair. O time do
Grêmio não é tão ruim assim, pelo contrário. No entanto, basta lembrar as
principais vitórias do clube nesta temporada e calcular a enorme parcela de
contribuição da torcida, que desde a Série B do ano passado vem fazendo a
diferença. Alguém tem dúvida?
Por isso, eu não acredito que os baderneiros que brigaram e
botaram fogo no Beira Rio sejam realmente torcedores. Sim, porque quem gosta
do seu time não faz isso.
Não sei o que é pior: O fantasma da segunda divisão rondando
outra vez ou a “séria ameaça” de ver o Inter campeão da América. Confesso
que o coração fica dividido, ainda porque as chances coloradas são grandes.
Faz tempo que o Inter vem batendo na trave, e todo mundo sabe que água mole
em pedra dura...
A verdade é que a final desta Libertadores poderia também ser
a final de um Campeonato Brasileiro, pois Inter e São Paulo são realmente os
melhores times e grupos da atualidade. O Inter, aliás, sob o comando do
presidente Fernando Carvalho, vem fazendo um ótimo trabalho em todos os
aspectos, do patrimônio ao futebol. É exemplo para o Brasil. Prova disso foi
a marca histórica de 40 mil sócios alcançada na semana passada.
Por isso, reitero: Tanto São Paulo quanto Inter merecem o
título. A vantagem do Inter, porém, está no fato do segundo jogo ser no
Beira Rio. Eu, de certa forma, sou neutro, mas meu coração é - e sempre será
- TRICOLOR!!!
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