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É incrível!
Lula atingiu 51% das intenções de voto na pesquisa CNT-Sensus
divulgada nesta semana. Com base nos números, ele ganha a reeleição no 1º
turno. Aliás, até hoje, nenhuma pesquisa indicou a possibilidade de 2º
turno. É difícil de entender e interpretar estes percentuais, ainda mais
depois de tudo o que aconteceu.
Não sei, mas ou o povo não se importa com a corrupção, ou os
adversários de Lula são muito fracos, ou as pesquisas não “traduzem” bem o
sentimento das ruas, ou o próprio Lula é “tão bom” que a gente não consegue
perceber. Ficou complicado entender de política de uns tempos para cá. A
desilusão geral deixou o eleitor desconfiado até da verdade. É por isso que
uma mentira bem contada acaba dando voto. Apesar de jovem, já perdi a
vontade de votar. Nenhum discurso ou candidato me emociona. Não vejo em nada
a representação de um ideal. E isso não é só culpa dos maus políticos, mas
também do mecanismo de defesa que o próprio eleitor cria para fugir da
“ladainha” de sempre.
O aperto de mão e o famoso tapinha nas costas me constrangem.
Apesar da boa intenção de alguns, não consigo acreditar na consciência
altruísta de fazer política com espírito voluntário. Entendo, sim, que o
voto continua sendo nosso único instrumento capaz de interferir no rumo da
história, mas esse conceito também está desgastado. Fica cada vez mais
difícil encontrar a luz no fim do túnel.
A vitória de Lula parece desenhada no horizonte. Não acredito
em virada miraculosa neste um mês que ainda resta de campanha. E vendo os
programas do horário político, desconfio até da real disposição do principal
adversário de Lula em ir para o 2º turno. Falta engajamento dos próprios
caciques tucanos, que pelo jeito ainda choram como “viúvas” a ausência de
José Serra nesta eleição.
O candidato Geraldo Alckmin parece que afunda sozinho. Ou
alguém já viu nomes como Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati na sua
propaganda eleitoral? A grande questão é que a oposição de hoje não é como a
oposição de Lula e do PT no passado. Ou você acha que escândalos de
corrupção como o Brasil viveu nos últimos meses passariam em branco em uma
campanha eleitoral?
Porém, como destacou o cientista político Fernando Schüller,
no Conversas Cruzadas da TVCom, pelo jeito anda tudo muito bem na política
nacional. Afinal, assim como Lula, a maioria dos governos estaduais deve ser
reeleita. É só olhar as pesquisas no Rio Grande do Sul, Paraná, Santa
Catarina, São Paulo, Minas Gerais e por aí vai. Portanto, se o povo assim
quer, que assim seja.
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