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Na semana passada, escrevi que a sorte do Inter acabou depois
da eliminação no Gauchão. Hoje, depois do fiasco do meu Tricolor na
Libertadores e no próprio Gauchão, digo que o que também acabou foi o time
do Grêmio. O “triturador” da 1ª fase do regional foi uma ilusão que deve ter
enganado muito torcedor, apesar de todos os indícios na Libertadores
apontarem para a realidade. O Grêmio não fez um só jogo bom na competição
continental. Pior: se não fosse a defesa de Saja naquele pênalti contra o
Cerro Porteño, hoje o time seria o último do grupo com apenas 5 pontos. No
Gauchão, então, o vexame contra o Caxias, clube com a pior campanha entre os
quatro semifinalistas, não tem explicação.
Explicação, aliás, é que mais se procura para entender o
declínio do Grêmio na temporada 2007. Não é nem a questão dos últimos
resultados. Há algo lá dentro, coisa de bastidor, que anda ruindo. Não sei
se é a relação do técnico com os jogadores ou com a direção. Mas o Grêmio
não é nem de perto o bom time que surpreendeu no Brasileirão do ano passado.
Uma explicação para a queda está dentro de campo. Hugo é o jogador que mais
faz falta ao esquema de Mano Menezes. Sem ele, Tcheco não tem com quem
jogar, pois falta um segundo articulador que jogue de forma mais aguda, como
fazia Hugo. Hoje o Grêmio tem Carlos Eduardo, que é atacante, e Ramon, que
eu ainda não descobri em que posição joga. Lucas e Diego Souza são bons
volantes que chegam com facilidade na frente, mas não tem poder de definição
da jogada. A verdade é que o Grêmio perdeu seu principal jogador na campanha
do ano passado e não buscou substituto. O meia Kelly até pode ser esse
jogador, mas chegou tarde e ainda vai levar um tempo para se recuperar e
entrar em forma.
Não sou daqueles que já quer a cabeça do Mano Menezes, como
demonstraram alguns torcedores ao final do jogo contra o Caxias. Nem
tampouco desmereço a competência da direção comandada por Paulo Odone. Mas
acho que faltou um planejamento mais adequado para esta primeira parte da
temporada. Isso, é claro, desconsiderando os possíveis conflitos de ordem
interna, que não chegam a público ou são desmentidos, mas que podem ter
influência direta na situação da equipe.
A minha opinião sincera, de simples analista, é a seguinte:
acho que o Grêmio está fora nas duas competições. Agora, como torcedor, eu
sempre vou acreditar na mística tricolor de reverter situações incríveis.
Porém, sinceramente, está difícil de acreditar. Espero que o Mano acerte o
time pelo menos para o confronto decisivo contra o Cerro, e que o Nacional e
o Vélez se encarreguem de completar nossa alegria... Tchau!
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