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Pitter Ellwanger

Jornalista

Só o tempo poderá dizer

 

É cedo. Muito cedo. Ainda mais quando o assunto é política. Tem dia em que você vai dormir tranqüilo, contando cabeças de gado - digo, carneirinhos - e acorda com a imagem da amante e do amigo “patrocinador” estampando as manchetes de jornais e revistas.

 

Tem dia em que você pensa - e se elege - como oposição e no outro já é situação, dependendo da direção do vento. Tudo é volúvel na política, o que não está de todo errado. Afinal, às vezes é preciso mudar e só muda de opinião quem tem. Porém, no Brasil, é muito comum a “mudança” ter seu preço, literalmente.

 

Em política é arriscado fazer qualquer projeção com antecedência. Até a “hora do jogo”, muita coisa acontece. Lembro bem que, com a onda de escândalos que agitou o primeiro Governo Lula, muita gente apostava na derrocada do PT na eleição do ano passado. Mas o presidente ganhou até com certa facilidade, enquanto que o candidato da oposição não conseguiu nem ao menos repetir no segundo turno a votação que fizera no primeiro.

 

Política é imprevisível. Lembram da vitória do Rigotto, que largou com míseros 3% em 2002? E a derrota do mesmo Rigotto, ano passado, que nem para o segundo turno foi?

 

Por isso, é complicado tentar “adivinhar” o que vem por aí em 2008. O certo é que a movimentação já começou. A sessão desta segunda na Câmara de Vereadores de Dois Irmãos foi uma espécie de pontapé inicial. Eu sei que, internamente, os partidos começam a projetar uma nova eleição ao fim da anterior. Porém, nesta segunda, pela primeira vez, a eleição foi efetivamente tema de debate. É claro que mais na base da provocação, mas há indícios do que os partidos pensam.

 

De um lado, a situação dá a entender que a coligação entre PMDB e PP vai de vento em popa. Porém, como se sabe, em qualquer relação, por mais “perfeita” que possa parecer, é preciso aparar “arestas”. De outro, a oposição diz que “aprendeu” que “dividir” não é o caminho seguro (com perdão do trocadilho). O que sobra, são muitas dúvidas:

 

1. A coligação PMDB/PP chegará forte até 2008 para cumprir o acordo de 2004?

2. O vice-prefeito Gilberto Schäffer, o Chepa, será mesmo o candidato da coligação?

3. A proposta de 2004 pode ser revista e o PMDB indicar novamente o cabeça de chapa?

4. A oposição conseguirá se unir e formar uma chapa única contra a situação?

5. Quem seria o candidato da oposição: Professor Miguel? Jair Quilin? Rambo?

6. Sérgio Fink pode voltar? Ele diz que não.

7. E Juarez Stein? Ele também diz que não.

 

Bom, por enquanto, tudo é especulação. Só o tempo dirá o que pode ou não acontecer.

 

 E-MAIL DO COLUNISTA: pitterdi@yahoo.com.br

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