|
É cedo. Muito cedo. Ainda mais quando o assunto é política.
Tem dia em que você vai dormir tranqüilo, contando cabeças de gado - digo,
carneirinhos - e acorda com a imagem da amante e do amigo “patrocinador”
estampando as manchetes de jornais e revistas.
Tem dia em que você pensa - e se elege - como oposição e no
outro já é situação, dependendo da direção do vento. Tudo é volúvel na
política, o que não está de todo errado. Afinal, às vezes é preciso mudar e
só muda de opinião quem tem. Porém, no Brasil, é muito comum a “mudança” ter
seu preço, literalmente.
Em política é arriscado fazer qualquer projeção com
antecedência. Até a “hora do jogo”, muita coisa acontece. Lembro bem que,
com a onda de escândalos que agitou o primeiro Governo Lula, muita gente
apostava na derrocada do PT na eleição do ano passado. Mas o presidente
ganhou até com certa facilidade, enquanto que o candidato da oposição não
conseguiu nem ao menos repetir no segundo turno a votação que fizera no
primeiro.
Política é imprevisível. Lembram da vitória do Rigotto, que
largou com míseros 3% em 2002? E a derrota do mesmo Rigotto, ano passado,
que nem para o segundo turno foi?
Por isso, é complicado tentar “adivinhar” o que vem por aí em
2008. O certo é que a movimentação já começou. A sessão desta segunda na
Câmara de Vereadores de Dois Irmãos foi uma espécie de pontapé inicial. Eu
sei que, internamente, os partidos começam a projetar uma nova eleição ao
fim da anterior. Porém, nesta segunda, pela primeira vez, a eleição foi
efetivamente tema de debate. É claro que mais na base da provocação, mas há
indícios do que os partidos pensam.
De um lado, a situação dá a entender que a coligação entre
PMDB e PP vai de vento em popa. Porém, como se sabe, em qualquer relação,
por mais “perfeita” que possa parecer, é preciso aparar “arestas”. De outro,
a oposição diz que “aprendeu” que “dividir” não é o caminho seguro (com
perdão do trocadilho). O que sobra, são muitas dúvidas:
1. A coligação PMDB/PP chegará forte até 2008 para cumprir o
acordo de 2004?
2. O vice-prefeito Gilberto Schäffer, o Chepa, será mesmo o
candidato da coligação?
3. A proposta de 2004 pode ser revista e o PMDB indicar
novamente o cabeça de chapa?
4. A oposição conseguirá se unir e formar uma chapa única
contra a situação?
5. Quem seria o candidato da oposição: Professor Miguel? Jair
Quilin? Rambo?
6. Sérgio Fink pode voltar? Ele diz que não.
7. E Juarez Stein? Ele também diz que não.
Bom, por enquanto, tudo é especulação. Só o tempo dirá o que
pode ou não acontecer.
|