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Júnior, Victor, Tadeu,
Peter... Esse último até que tem um nome de peso, mas é difícil acreditar
que com reforços desse nível o Grêmio não vá decepcionar em 2008. É muita
aposta para um time que já perdeu alguns de seus principais jogadores e não
pode “sonhar” em voltar outra vez para a segunda divisão. O próprio
treinador já é uma aposta bastante arriscada.
Eu sei que a situação do
Grêmio é complicada, os recursos são escassos e agora ainda tem a tal da
“arena” que desvia o foco do futebol. Não sou contra a construção do novo
estádio. Pelo contrário, penso que o Grêmio só tem a crescer a partir do
momento em que tiver sua nova casa, pois isso representará diminuição de
despesa e aumento de receita, transformando o clube em um dos maiores do
país. Porém, não é com contratações desse tipo que vamos repetir no mínimo o
título gaúcho do ano passado. É preciso arriscar mais, reduzindo o plantel
com jogadores de maior prestígio, ao invés de montar um grande grupo com
atletas de condição duvidosa.
A impressão inicial é de um
ano terrível para a torcida Tricolor, ainda mais com as credenciais do
co-irmão neste início de temporada. Salvo alguma contratação interessante
que possa surgir nos próximos dias, por enquanto tudo leva a crer que o
Grêmio não passará de mero coadjuvante em 2008. É duro dizer isso, mas não é
simplesmente pessimismo. A realidade do momento força esse tipo de análise
mais assustadora, principalmente depois de um ano em que a ilusão quase
matou nós, gremistas, do coração. Já disse que preferia ter caído fora da
Libertadores em uma das fases anteriores, do que ter passado por aquela
final contra o Boca.
Mas passado é passado. Daqui
a pouco começa um novo ano e as esperanças se renovam. O difícil vai ser
conseguir ter alguma “esperança” com esse arremedo de time. O Grêmio não tem
nem 11 titulares. Do que sobrou do ano passado e do que veio até agora,
penso que só dá para aproveitar o goleiro Marcelo Grohe (que é melhor do que
o titular do “Paulista”), os zagueiros Teco, Léo e William (se esse não
acabar no Corinthians); o volante Eduardo Costa; o meia Diego Souza (isso se
ele ficar, o que é muito difícil); e o centroavante Marcel (e olha que esse
ainda é jogador “meia-boca”). Ou seja, falta mais de meio time para - pelo
menos - não fazer feio em 2008.
Sem querer desanimar a Nação
Tricolor, é mais ou menos isso o que nos espera logo ali. A não ser, é
claro, que o Natal traga boas surpresas para quem ainda acredita em Papai
Noel...
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