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O padrão
de sinal digital japonês adotado pelo Brasil, o ISDB-T, pode representar
uma barreira a investimentos estrangeiros no país, principalmente em
telefonia móvel. A opinião é do diretor de relações institucionais da
Nokia Siemens Networks, Mario Baumgarten.
Segundo
ele, o padrão japonês tem apenas 4,8% do mercado mundial, sendo 2% no
Japão e 2,8% no Brasil, contra 85% do sistema DVB-H + 3GSM. Para se ter
sucesso na massificação de um sistema, de acordo com Baumgarten, seria
necessário se atingir pelo menos 15% do mercado mundial. Entre as
diferenças dos dois sistemas está o fato de que o modelo japonês é
gratuito e o DVB-H associado ao 3GSM é pago.
Para o
diretor, o modelo pago juntaria operadoras de televisão a cabo e
operadoras de celular e teria um custo baixo para o consumidor. Para ele,
seria importante haver novos debates sobre as soluções tecnológicas
digitais adotadas pelo governo brasileiro, podendo se estabelecer novos
marcos regulatórios para o setor.
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