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A maior
parte dos asilos brasileiros não respeita o estatuto do idoso e segue um
modelo de exclusão, segregação e subtração da cidadania dos internos. A
conclusão é de um estudo realizado em parceria pelo Conselho Federal de
Medicina (CFP) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O relatório foi
feito a partir de visitas sem prévio aviso a 24 instituições de 11 estados
e do Distrito Federal. O cenário relatado é de descaso, abandono, falta de
higiene em algumas instituições, instalações inadequadas em outras, ócio e
esquecimento.
Apesar
disso, alguns asilos e casas de repouso foram exemplos de bons cuidados. É
o caso da Associação São Vicente de Paulo, em Taguatinga, no Distrito
Federal. Lá, os inspetores observaram que desde as instalações adequadas,
até a preservação dos vínculos familiares, todos os direitos das idosas –
a casa abriga 30 mulheres – são respeitados. “Essa parceria tem o objetivo
de ver como é o funcionamento e a inclusão social a ser feita no âmbito
das instituições”, explica o vice-presidente da Comissão Nacional de
Direitos Humanos da OAB, Percílio de Sousa Lima Neto.
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