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A arrecadação de impostos no Brasil pode ser melhor
investida em benefício da população, diz estudo feito pelo Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). De 30 países observados, o
Brasil está na última posição no ranking sobre aproveitamento dos recursos
arrecadados, inclusive entre os sul-americanos – Argentina e Uruguai. O
primeiro colocado é a Austrália, depois vêm os Estados Unidos, a Coreia do
Sul, o Japão e a Irlanda.
O presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike, defendeu
a redução da quantidade de impostos cobrados no país e o aperfeiçoamento
na utilização dos recursos. Em entrevista ao programa Revista Brasil, da
Rádio Nacional, Olenike disse que o resultado da pesquisa mostra que é
necessário agir rapidamente.
“O Brasil, como potência que é hoje, economicamente, vem
sendo o sexto maior em termos de PIB [Produto Interno Bruto] e em termos
de crescimento econômico. Mas, ao mesmo tempo, não transforma isso em
qualidade de vida para a população, o que é bastante lamentável”, disse
Olenike.
O estudo analisou o comportamento dos consumidores e a
aplicação dos recursos em 30 países. Pela ordem, os piores colocados no
ranking são o Brasil, a Itália, a Bélgica, a Hungria e a França. Para
chegar a essa conclusão, os pesquisadores consideraram a carga tributária
de cada país, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e elaboraram o que
foi chamado de Índice de Retorno de Bem Estar da Sociedade (Irbes).
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