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Preocupado com o futuro, quando poderá haver falta dos
metais utilizados nos cabos dos sistemas de transmissão de dados, o
estudante Octávio Augusto Gomes desenvolveu um modelo que envia
informações por meio da luz.
Elaborado durante o último ano do ensino médio, o protótipo
faz as informações contidas em um aparelho de MP3 viajarem por um feixo de
laser até um receptor que decodifica a mensagem e envia para um
computador.
O projeto é um dos 280 finalistas da 8ª Feira Brasileira de
Ciências e Engenharia (Febrace). Promovida pela Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo, a feira pretende dar visibilidade para
estudantes como Octávio Augusto, na expectativa que o exemplo repercuta e
desperte o interesse dos jovens pela ciência.
“Assim como a gente tem um campinho de futebol em cada
esquina do país, se a gente quer ter muitos cientistas e tecnologistas
desenvolvendo soluções para o Brasil, a gente precisa fazer a mesma coisa
com a ciência. Ter centros de ciência, estimular os clubes de ciência e
desenvolver projetos dentro das escolas”, afirmou a coordenadora-geral da
Febrace, Roseli de Deus Lopes.
Segundo ela, a iniciativa está crescendo e já conta com
finalistas de todas as unidades federativas, enquanto na primeira edição
apenas 93 projetos de 13 estados concorreram à premiação. O evento é para
os estudantes que ainda não ingressaram no ensino superior.
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