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Fotos: Divulgação

De férias em São Leopoldo,
o jogador de vôlei Adriano Lamb curte a família e mantém a forma antes de ir
a Portugal. No começo de setembro, ele se integra ao Vitória Sport Clube, da
cidade de Guimarães, atual campeão português. Aos 27 anos, Lamb irá disputar
o Indesit Champions League 2008/2009, principal campeonato entre clubes do
mundo, que reúne os melhores da Europa.

Não é a primeira vez que o
levantador joga em Portugal. Desde 2001, já passou por vários times
portugueses, conquistando os dois principais títulos: o Campeonato Português
e a Taça Portugal, na temporada 2004/2005, com o Benfica. E deste frutífero
período surgiu o convite para voltar à terra do fado. “A idéia deles é
montar um time forte. Foi muito bom acertar com o Vitória e ter a
oportunidade de disputar a Champions este ano. Poucos têm esta competição no
currículo, que é a maior vitrine de clubes do mundo”. O jogador explica que
esta competição é um dos campeonatos mais ambicionados e que o
reconhecimento é o mesmo do futebol.
Início
A carreira de Lamb começou
no
Colégio Sinodal, onde foi campeão da
Olimpíada Nacional Infantil, em 1993. “O Sinodal, além de oferecer várias
modalidades esportivas para seus alunos, oferece no voleibol um trabalho
diferenciado, onde o aluno pode realmente desenvolver-se e vislumbrar uma
carreira esportiva”, relata. Pela equipe Unisinos/Sinodal,
na qual atuou dos 12 aos 17 anos, sagrou-se duas vezes campeão gaúcho de
clubes, entre 1994 e 1997. Foi Campeão Brasileiro Infanto-Juvenil e Juvenil,
títulos conquistados em 1997. “Lembro com muita alegria dos jogos defendendo
a equipe do
Sinodal, com o ginásio sempre recebendo
bom público e fortalecendo este ambiente saudável dentro da escola”, diz.
Estas primeiras conquistas
da carreira foram sob o comando do técnico do
Sinodal Ivan Gallo, por quem demonstra muito carinho. “O Ivan
é o responsável pela minha carreira, a base de tudo foi com ele’’. E o
levantador fala da importância do educandário leopoldense: “Além de ter
recebido ótimas oportunidades para desenvolver-me como atleta, o Sinodal
também me proporcionou uma excelente formação. Talento e determinação não
bastam para encarar os desafios que a vida apresenta. É preciso uma mente
estruturada e preparada”, garante.
A última passagem por
clubes brasileiros foi com o Universo/Uptime, de Belo Horizonte, clube com o
qual disputou a Superliga 2007/2008 e chegou ao play-off das
quartas-de-final. Mas o jogador reconhece que a situação do vôlei no país
não é fácil. “Hoje tenho mais prestígio em Portugal do que no Brasil. Aqui
as coisas são complicadas. Acredito que as universidades poderiam alavancar
as potencialidades dos atletas, como nos EUA, por exemplo, país que é
referência dentro do esporte em quase todas as modalidades e onde existem
campeonatos universitários fortíssimos”, exemplifica.
O atleta alerta que o
talento é fundamental para uma carreira bem sucedida, mas é apenas o
primeiro passo. “O apoio e as oportunidades fazem muita diferença na
carreira de qualquer um. Nesse sentido, fico muito feliz em ver que o
trabalho no
Sinodal está se fortalecendo cada vez
mais. Espero que esta nova geração de garotos traga mais e mais títulos para
a galeria de troféus do colégio e, quem sabe, num futuro próximo eu não
possa ser colega de algum deles dentro do vôlei profissional”, finaliza.
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