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A decisão do Supremo Tribunal Federal de proibir a
contratação para cargos de confiança de parentes de até o terceiro grau por
agentes públicos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, dividiu as
opiniões de líderes partidários no Senado.
De acordo com a súmula vinculante aprovada pelo STF, está
proibida a nomeação para cargos de confiança de “cônjuges, companheiro ou
parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau,
inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica,
investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento”.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar
Quintanilha, que confirmou ter um filho lotado em seu gabinete, questionou a
decisão dos ministros do Supremo. O líder do PMDB, Valdir Raupp, é outro que
terá que se enquadrar às novas regras estabelecidas pelo STF. Ele disse que
tem um cunhado lotado em seu gabinete. O líder do DEM, José Agripino Maia,
defendeu a súmula do Supremo. Segundo ele, no quadro de seus funcionários
não há qualquer parente de até terceiro grau nomeado. Para o líder do PSDB,
Arthur Virgílio Neto, o Supremo apenas disciplinou sobre um assunto que é
exigência da própria sociedade.
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