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A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que não é
mais capaz de contar o número de mortos no conflito entre as autoridades
sírias e opositores ao regime do presidente Bashar Al Assad, porque algumas
regiões estão fechadas para a entrada de estrangeiros.
A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay,
disse em Nova York que a organização estava “com dificuldades” de obter um
balanço confiável de vítimas, porque “algumas regiões estão totalmente
fechadas” para a entrada de estrangeiros.
O governo de Bashar Al Assad lançou uma nova ofensiva
contra uma cidade foco de protestos, nas proximidades da capital, Damasco.
As autoridades sírias negam as origens populares das manifestações e
atribuem os protestos, iniciados há dez meses, a terroristas. Além disso, o
trabalho de jornalistas é cada vez mais limitado, bem como as fontes neutras
de informação são escassas, limitando-se a militantes antirregime.
Pillay explicou que o número de 5 mil mortos – o último
balanço informado pela ONU, no início de dezembro - certamente está maior
hoje. Em janeiro, um representante da ONU afirmara que ao menos 400 pessoas
foram mortas na Síria desde 26 de dezembro, quando começou o trabalho de uma
missão de observadores árabes no país.
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