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Foto: Divulgação

Basta saber
usar o que toca nas rádios e nos CDs para montar a melhor trilha sonora da
sua vida. Freqüentemente, a música é associada a eventos significativos da
vida, e ultrapassa todas as línguas e barreiras culturais. Ela é muito mais
do que diversão. Ritmo, harmonia e melodia são capazes de gerar sensações de
calma, ansiedade, paz, medo; de alterar o comportamento das pessoas; e até
de ajudar a tratar de problemas de saúde. Uma das primeiras referências
escritas sobre o poder da música aparece na Bíblia. Consta que Davi tocava
sua harpa para aliviar a depressão e os ataques de fúria do rei Saul. Há
séculos políticos, governantes e igreja usam a música em prol das suas
idéias. A fim de ajudar a fixar fórmulas e teorias professores também fazem
uso da música em suas aulas. Ninguém questiona o poder que ela exerce sobre
o humor de cada um.
Capaz de
acalmar ou agitar, ela está sendo usada também cientificamente para curar.
Pesquisas realizadas com modernos equipamentos de tomografia e ressonância
magnética comprovaram que a música consegue alterar a atividade cerebral e
influenciar o fluxo de neurotransmissores como a serotonina, que controla o
humor e a sensação de prazer, e a endorfina e a encefalina, responsáveis
pelo estado de bem-estar e de total relaxamento, respectivamente.
Além disso,
a música também consegue mudar a freqüência cardíaca e a respiratória. E
mesmo sem saber dos seus benefícios ou talvez sem dar conta de seu poder,
quase todo mundo usa, instintivamente, a música a seu favor. Escolhe as
românticas para embalar o namoro, as mais agitadas para dar aquela energia
antes da noitada e, na hora de dormir, liga o rádio baixinho e com melodias
tranqüilas. Em geral a receita é mesmo essa: músicas menos dissonantes, como
a erudita, trazem sensação de calma e tranqüilidade; já as ritmadas, como
rock, causam euforia. Mas nem sempre isso dá certo.
Para um
adolescente, por exemplo, ouvir Bach (compositor usado na musicoterapia para
relaxar) pode ser uma tortura. Os jovens normalmente se sentem melhor com
músicas mais agitadas. A história e o gosto musical influenciam na sensação
individual. Por isso, não desperdice esta dica. Escolha músicas que tragam
boas sensações e lembranças agradáveis. Crie uma trilha sonora para usar em
momentos de tensão ou para relaxar no final do dia. Você pode gravar apenas
um trecho de cada música e ouvir essa fita pelo menos uma vez por semana. É
como recarregar as baterias para o dia seguinte. (FL)
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