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Foto: Divulgação

No início da década de 1960, o movimento hippie divulgou
para o mundo a prática da meditação. A sociedade da época reagiu de forma
preconceituosa com relação a esse movimento e seu estilo de vida,
considerado um marco na mudança de uma consciência de guerra para uma
consciência de paz.
Nesse mesmo período, nascia, especialmente nos Estados
Unidos, a Psicologia Transpessoal, trazida ao Brasil, na década de 1970,
pelo psicólogo francês Pierre Weil. Essa abordagem focaliza o ser integral,
ou seja, a pessoa nas suas quatro dimensões: física, mental, emocional e
espiritual, tendo como um de seus recursos adjuntos a meditação.
A razão pela qual essa abordagem em psicologia inclui em
seus recursos a meditação é por reconhecer e aprofundar o estudo dos estados
de consciência, particularmente o estado transpessoal, a consciência
cósmica, o encontro supremo. Essa técnica contribui na descoberta de quem
realmente somos; no desenvolvimento de um estado psíquico de paz; no
fortalecimento do sistema imunológico; no acompanhamento do tratamento
médico; no aumento da memória, da capacidade criativa e da lucidez; na
intensificação da sensibilidade psíquica e da natureza espiritual da pessoa,
reforçando traços positivos de caráter e de comportamento. Em síntese, um
método que favorece o bem-estar, a convivência e qualidade de vida.
Atualmente, a medicina convencional também tem dado um
significativo valor à meditação, reconhecendo-a como uma técnica
complementar nos tratamentos. Em fevereiro de 2006, a agência do governo dos
Estados Unidos responsável pelas pesquisas médicas (Institutos Nacionais de
Saúde dos EUA, NIH na sigla em inglês) reconheceu formalmente a meditação
como uma prática terapêutica que pode ser associada à medicina convencional.
Em maio desse mesmo ano, o Ministério da Saúde brasileiro baixou uma
portaria em que incentivava postos de saúde e hospitais públicos a oferecer
a meditação em todo o país.
“Acredito que a visita de Dalai Lama ao Brasil,
transcorrida em 2006, contribuiu significativamente para o reconhecimento do
valor da meditação”, diz a psicóloga e terapeuta Erica Brandt. Ele
participou de encontros de ciência e espiritualidade em vários centros de
Saúde, inclusive no Hospital Albert Einstein e na Escola Paulista de
Medicina, onde essa técnica passou a ser foco de pesquisa confirmando,os
seus benefícios com efeitos surpreendentes no cérebro – alteração nas
estruturas neuronais – e na psique, estimulando as emoções e sentimentos
positivos. Médicos a prescrevem pela importância, como técnica complementar,
no tratamento e prevenção de doenças imunológicas, do sistema
cardiorrespiratório, no controle da hipertensão e arritmias cardíacas, dos
distúrbios do sono, do estresse e da dor.
Com o seu valor devidamente reconhecido pela Psicologia
Transpessoal e pela Medicina, podemos dizer, que realmente, estamos vivendo
um momento significativo no encontro da ciência e da espiritualidade. O ser
humano passa a ser visto além de seu corpo físico, além do sintoma,
acolhendo o transcendente que ao ser acessado pela pessoa, contribui com a
sua própria cura e equilíbrio.
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