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Por Soeli de Oliveira
Com ou sem o clima de copa do mundo, para crescer ou até
mesmo sobreviver neste cenário globalizado, cercado de concorrentes por
todos os lados, é preciso formar um time de verdadeiros campeões. Nunca
antes em toda a história, a competição por participação de mercado foi tão
acirrada. Essa disputa requer equipes de colaboradores muito bem
selecionadas, treinadas e motivadas.
As pressões por qualidade e resultados nunca foram tão
intensas. No futebol e no jogo de mercado, “time perna-de-pau” não tem vez.
Essa peleia é coisa para profissionais. Jogadores sem talento e disciplina
não são escalados, ficam fora do time já no processo de seleção. Na
entrevista nem mesmo são classificados para compor o banco de reservas.
Atrás de times poderosos há administradores que fazem
Gestão de Excelência Mundial e são hábeis em escolher, desenvolver e reter
talentos.
Treinamento de recursos humanos é coisa do passado, agora é
necessário algo mais, que se chama de desenvolvimento de pessoas. Também o
termo “funcionários” perdeu espaço; está em alta chamá-los de colaboradores
e em alguns lugares, para se diferenciar da concorrência, estão sendo
chamados de associados. Um cuidadoso levantamento das necessidades de
desenvolvimento do grupo e avaliação de desempenho fazem parte das funções
dos treinadores corporativos.
Depois de tantos esforços e investimentos, é hora de
realizar ações para reter a “prata da casa”. Para isso lança-se mão de uma
série de mecanismos retentores, remuneração por competência e um pacote de
incentivos e benefícios, tais como participação nos resultados,
reconhecimentos, transparência nos relacionamentos e bom clima
organizacional.
Há muito tempo chefe virou líder cujas preocupações com as
tarefas e com as pessoas são equilibradas. Chefe é espécie em extinção,
conhecido por seu foco apenas nos resultados. Pessoas eram, para eles, um
“mal necessário” e muitas vezes os fins justificavam os meios.
Líder conta com o respeito dos liderados, tem habilidades e
competências ligadas ao negócio, joga com eficácia e com eficiência, define
metas, luta por resultados, gera espírito de equipe, sinergia e
comprometimento. É treinador incansável. Preocupa-se com polivalência. Não
só desenvolve o quadro de colaboradores, forma substitutos até mesmo para
si, consciente que para ser promovido precisa haver gente em condições de
ocupar o seu lugar. Zela pelo bom clima organizacional, reivindica junto à
direção boas condições de trabalho. Está ciente de que colaboradores
comprometidos contam com o exemplo de superiores, também comprometidos com o
bem-estar e com o sucesso dos clientes internos e externos. Adota uma
administração participativa, quer e sabe ouvir, incentiva a criatividade e a
inovação, enfim, dá um “show de bola” na concorrência.
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