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Chimarrita
Quando os colonos
açorianos, na segunda metade do século XVIII, trouxeram ao Rio Grande do Sul
a "Chimarrita", esta dança era muito popular no Arquipélago dos Açores e na
Ilha da Madeira. Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a "chimarrita"
foi-se amoldando às subseqüentes gerações coreográficas, e chegou mesmo a
adotar, em princípios de nosso século, a forma de dança de pares enlaçados,
como um misto de valsa e chotes. Do Rio Grande do Sul (e de Santa Catarina)
a dança passou ao Paraná, a São Paulo, bem como às províncias argentinas de
Corrientes e Entre-Rios, onde ainda hoje são populares as variantes "Chamarrita"
e "Chamame". A corruptela "Chimarrita" foi à denominação mais usual desta
dança, entre os campeiros do Rio Grande do Sul.
Coreografia:
Em seu feitio tradicional, é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras
se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se aproximar,
lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.
Pézinho
O "Pézinho"
constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais populares e
belas danças gaúchas. A melodia, tradicionalmente conhecida em Portugal e
Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados de Santa
Catarina e Rio Grande do Sul.
É
necessário frisar que o "Pézinho" é a única dança popular rio-grandense em
que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto,
à simples execução da coreografia.
Coreografia:
Na primeira figra, há uma marcação de pés, e na segunda os pares giram em
redor de si próprios, tomados pelo braço.
Rancheira de Carreirinha
A "Rancheira"
constitui uma variante pampeana da "Mazurca".
Anú
Dança
típica do fandango gaúcho, o "Anú" divide-se em duas partes totalmente
distintas: uma para ser cantada, e outra para ser sapateada. Aproxima-se
bastante da "Quero-Mana", principalmente pelo passeio cerimonioso que os
pares realizam. O período que o "Anú" gozou de maior popularidade, no Rio
Grande do Sul, foi em meados do século passado. A partir daí - tal como
ocorreu com as demais danças de fandango - foi cedendo lugar às danças de
conjunto que surgiam, ou se amoldou às características desta nova geração
coreográfica: daí haverem surgido variantes como o "anú de cadena", com
nítida influência das danças platinas sob comando. Em princípios deste
século já estava em desuso na campanha rio-grandense, permanecendo
vestígios, entretanto, nos bailes dos mais afastados rincões da Serra Geral.
Coreografia:
O Anú é legítima dança de pares soltos, mas não independentes. É dança grave
(na parte cantada e nos passos cerimoniosos), mas ao mesmo tempo viva e algo
pantomímica (mais usuais) que compõe o "Anú" rio-grandense; cada figura pode
ser mandada repetir, pelo marcante, à voz de "Outra vez que ainda não vi!"
Tatú
O "Tatú"
era uma das cantigas do fandango gaúcho (entremeadas de sapateado). Mesmo
após o desaparecimento das danças sapateadas, continuou o "Tatú" a existir,
sob a forma de uma "décima" popular em todo o Rio Grande do Sul (chama-se
"décima", neste Estado, a uma história contada em versos).
Devido
à popularidade com que se cantou a história do Tatú, no Rio Grande do Sul,
observou-se, nessa dança do fandango, algo bastante curioso: chegou uma
época em que o sapateado passou a se executar simultaneamente com a execução
do canto - numa exceção à regra geral de que o canto interrompe a dança no
fandango.
Coreografia:
Na primeira parte, os pares, soltos, sapateiam; e na
segunda parte, cada par se envolve por uma das mãos, para que a mulher gire
em torno do próprio corpo ("voltinha-do-meio"). |